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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO AQUECIMENTO








O AQUECIMENTO  é um dos aspectos mais importantes, quando senão o primeiro passo na execução de uma atividade.

Qualquer praticante de esportes, quando bem orientado sabe que nunca se começa uma sessão de treinamento, sem antes realizar um aquecimento e exercícios de alongamentos dada às respectivas importância desses componentes.

Entretanto, o que é mais comum em clubes e academias é o fato dos alunos iniciarem seus treinos pulando essa tarefa. Para muitos, com certeza, a escassez de informação acerca dessas atividades provocam tais atitudes.

EXPLICAR AOS ALUNOS COMO EXECUTAR, PORQUÊ E PARA QUE SERVE O AQUECIMENTO E A FLEXIBILIDADE É UM PASSO IMPORTANTE PARA O SUCESSO DO TREINAMENTO !

Caso admitirmos que não é conveniente forçar o organismo de um atleta fazendo-o participar de um evento sem uma preparação prévia, deve-se admitir também a inconveniência de fazer uma pessoa passar de um estado de repouso ao de um esforço mais elevado, sem uma adaptação orgânica obtida através do aquecimento.

DEFINIÇÃO

O aquecimento consiste em um conjunto de exercícios, ou de movimentos, que se realiza antes de executar uma atividade ou treinamento para estabelecer um estado desejável de preparação das capacidades física, psíquicas e técnicas do praticante.

FORMAS DE AQUECIMENTO

Distinguem-se em aquecimento geral e específico.

AQUECIMENTO GERAL: é realizado geral através de exercícios que servem para aquecer os grandes grupos musculares, sistemas e funções: iniciado principalmente sob a forma de corrida, o aquecimento geral deve preceder sempre o específico.

AQUECIMENTO ESPECÍFICO: complementa o aquecimento geral, devido sua especificidade são efetuados movimentos que servem para aquecer os músculos, ou grupos musculares que atuam em relação direta com a modalidade em questão.

O aquecimento pode ser executado sob várias formas: ativa, passiva, mental ou sob forma combinada.

a) Forma ativa – O meio principal de execução são as corridas, exercícios localizados, de alongamento e movimentos de amplitude.

b) Forma Passiva – Realizada sob a forma de duchas quentes, massagens, fricções e diatermia; só possui eficácia quando concebido como complemento do aquecimento ativo; pois sua função provoca um reaquecimento essencialmente periférico.

c) Forma mental – Consiste na representação do movimento a ser realizado e já automatizado à nível do Sistema Nervoso Central.É empregado principalmente após lesões, isoladamente não possui valor significativo.

d) Forma combinada – Processa-se sob a forma do aquecimento ativo e mental, ativo e passivo, mental e passivo; sob as várias formas de: massagens, diatermia e fricções.

EFEITOS FISIOLÓGICOS

O aquecimento atua principalmente na transição do organismo do estado de repouso para a atividade promovendo :

a eficiência metabólica aumentando a velocidade das reações bioquímicas;

prevenindo lesões nos tendões, ligamentos e nos músculos;

reduzindo o tempo necessário para se atingir o steady-state;

diminuindo a viscosidade sanguínea;

aumentando a velocidade de contração e relaxamento muscular;

aumentando a secreção de catecolaminas ( adrenalina e noradrenalina );

melhorando o abastecimento de oxigênio;

Aumento da freqüência cardíaca.

Elevação da pressão arterial: explica-se por um lado pelo aumento da quantidade necessária de sangue em circulação e pelo crescimento correlativo do volume cardíaco e, por outro lado, em razão de um aumento da resistência periférica, vaso constrição periférica, todos os vasos cutâneos “diminuem-se” a fim de que o sangue necessário seja colocado sobretudo à disposição da musculatura que trabalha.

Vaso dilatação dos condutores sanguíneos.

Aumento da freqüência respiratória. A freqüência e profundidade da respiração aumentam a fim de suprir o aumento da necessidade de oxigênio da musculatura em ação e simultaneamente eliminar o dióxido de carbono resultante.

* Intensificação das trocas respiratórias.

Sobre a musculatura….Induz o aumento da irrigação sanguínea da musculatura em ação; esse aumento e o calor produzido pelo trabalho muscular elevam a temperatura de todo o organismo e do próprio músculo, o que leva a uma diminuição da viscosidade – atritos internos da musculatura -, e com isso favorece a velocidade de contração e descontração da mesma.Os músculos, tendões e os ligamentos tornam-se mais elásticos e estirados o que leva a uma diminuição do risco de distensão e contusões.

Sobre a coordenação….Permite a realização em melhores condições de um gesto, ou uma série de gestos de uma técnica específica. A repetição do gesto técnico durante o aquecimento, antes da competição, fixa a natureza do mesmo, melhora o sentido sinestésico (sensação externa) do movimento e facilita o ritmo de execução.

QUANTO A DURAÇÃO

Depende dos seguintes fatores: horário, temperatura ambiente, condições climáticas, idade, grau de treinamento do atleta ou praticante, capacidade física objetivada, etc…, de maneira geral sua duração varia de 15 a 30 minutos. Para um treinamento de Hipertrofia, 15 minutos são suficientes para o aquecimento geral. Deve-se reservar a primeira série de cada exercício para a realização do aquecimento específico. Esta deve ser realizada com uma carga equivalente à 25 % da utilizada para o treinamento com o objetivo de aquecer o músculo a ser treinado e suas respectivas articulações. Essa série não deve ser contada !!!

VOLTA A CALMA

Assim com é indispensável o aquecimento antes de uma atividade a volta a calma após o esforço também deve ser considerada, e esta tem como objetivos:

-Facilitar a descontração e recuperação do músculo;

-Redução progressiva da atividade orgânica;

-Facilitar a eliminação dos produtos residuais indesejáveis, resultantes da atividade muscular;

-Favorece o retorno à calma mental.

ADAPTAÇÃO ÀS ESPECIALIDADES ATLÉTICAS

Cada especialidade ou grupo de especialidades atléticas requer exigências distintas ao organismo, o aquecimento desta forma deve ser executado em função da especialidade praticada. ( Para o treino de pernas, aquecer as pernas ! )





quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Prevenção de Lesões


“Uma grama de prevenção é melhor do que um quilo de cura” deve ser a regra de cada fisiculturista. Há uma linha tênue entre o excesso de uso e a distensão crônica por exercícios muito pesados.

O trabalho intenso pode levar a um dolorimento muscular residual ocasional ou a dor no complexo músculo-tendão. Esse tipo de excesso não é exatamente uma lesão, e a maioria dos fisiculturistas aceita como um sinal de que treinaram bastante. Contudo, se você está tão dolorido que quase não consegue se mover e a intensidade dos seus próximos exercícios tem que ser diminuída, você provavelmente exagerou.

Músculos que estão contraídos, cansados e doloridos são mais vulneráveis a lesão. Se você insiste em exercitar-se mesmo nestas condições, há uma boa chance de que você irá estirar ou romper alguma parte do complexo músculo tendinoso. A melhor prevenção nessas circunstâncias é o alongamento, gradual, aquecimento ou, quando a situação é grave, exercícios leves.

O alongamento envolve todo o complexo músculo-tendão, alongando-o de modo que se reduza a chance de que um movimento do exercício estire subitamente essas estruturas além dos seus limites e cause dano. 

O aquecimento bombeia o sangue e oxigênio para a área e literalmente eleva a temperatura dos músculos envolvidos e permite que eles se contraiam com mais força.

O melhor meio de evitar lesões de treinamento é tendo o cuidade de alongar-se e aquecer-se antes do exercício e observar a técnica adequada quando usar cargas pesadas. Lembre-se, quanto mais forte você é, mais esforço você coloca sobre os seus músculos e tendões, mais freqüentemente o músculo ganha força mais rápido do que os tendões, criando assim um desequilíbrio que pode causar problemas. Você deve se permitir progredir com um ritmo razoável e não tentar treinar muito intensamente ou com muito peso sem uma preparação adequada.